Qual a diferença entre uma "patricinha" e uma hippie
universitária* “revolucionária”( bicho grilo)? - A patricinha vive focada na
vaidade estética, enquanto a hippie vive focada na vaidade intelectual.
Qual eu gosto mais? Bom, não me incomoda uma moça ficar preocupada em exibir o tamanho da bunda ou ostentar seu vestuário, sou indiferente, mas, incluindo o padrão de comportamento do segundo perfil citado, me incomoda pessoas que estão preocupadas em se afirmar o quanto são elevadas moral e intelectualmente baseadas naquilo que são, no que pensam e no que defendem. Uma pessoa a quem se pode atribuir elevada moral e intelecto não se deve ao fato de haver uma aceitação popular daquilo que ela é, mas na sua humildade e flexibilidade de pensamento essenciais para que se possa moldar a mente e o emocional conforme as mudanças que se procedem pela experiência interativa e consolidam um ser digno de admiração, por aquilo que ela faz e, assim, abrir a possibilidade observar a causa e efeito de suas ações.
A novas gerações de universitários que sempre repetem os mesmos caminhos de seus antepassados ao “saírem da saia de suas mães”, tem de se apegar a algo que lhes parece grandioso e que esteja intimamente ligado a eles, de modo a estar a fácil alcance e fácil de se exibir para a tribo a se entrosar. A armadilha está na seguinte questão: Um universitário não tem nada - não é produtivo, geralmente não trabalha, não é inteligente, não está com sua moral consolidada, não possui habilidades que qualquer outro em sua situação não possa desenvolver e, agora, geralmente, se encontra mais afastado de sua família e amigos de infância. O que ele terá a oferecer para o meio que acaba de chegar? Infelizmente, muitos oferecem aquilo que não tem, simulando ser aquilo que não são, forçando uma exibição moral popular. O ponto crítico é que uma moral que não foi desenvolvida, mas apropriada, se caracteriza como uma moral invertida.
O altruísmo é o que não pode faltar nessa moral
invertida, pela sua popularidade. Antigamente o altruísmo sempre esteve num
altar ao alcance somente de santos, monges e avatares, pela grande disciplina
necessária para a conquista do desapego material e do genuíno Amor universal.
Hoje, qualquer universitário “revolucionário” se declara como detentor desta
virtude. Aí, para consolidar este altruísmo, o sujeito incrementa o socialismo
filosófico, o marxismo cultural, os discursos populistas e, logo, a violenta
repressão da individualidade alheia, isto é, tudo o que o indivíduo faz por ele mesmo é
taxado de egoísmo. Os universitários, se sustentando nisso, se colocam em um
posto de santidade, que humildemente se denominam humanitários. O que é preciso
fazer para isso? Nada, apenas
defenderem aquilo que pensam (apropriaram de outras mentes), afirmarem aquilo
que são e, claro, reprimir a liberdade de expressão de seus dissidentes, para
que não haja diferença social e para evitar o fascismo no sec. XXI! (- Ou será
pra evitar que todo este esforço pela vaidade seja em vão, colocado em “xeque”
por um debate?)
Quem são estes universitários? Eles são como eu - Somos
universitários - Enfim, ainda não somos nada e não temos nada, além de
esperança, por parte daqueles que optam pela consciente solidão moral até que
esta um dia se mature, e vaidade, por parte daqueles que amam se vangloriar em
sua autoafirmação moral.
O remédio mais barato para a carência é a mentira de um
falso amor, mas o mais eficiente é a esperança de um verdadeiro. A vaidade é um
veneno. Aqueles que optam pelas glórias da popularidade, da aceitação na
juventude, das bandeiras que levantam e do coletivismo como um todo, um dia
poderão sentir o quão sozinhos sempre estiveram na sua verdadeira essência(personalidade)
que nunca se desenvolveu. Um parasita não se desenvolve sem um hospedeiro. Um
homem na situação de parasita financeiro, moral e, principalmente, emocional, só
sentirá a dor de sua independência quando perder aquilo em que se apoiava para
ser feliz. A nossa biologia não nos confere parasitismo. Somos inteiros
separados. Nossa evolução se dá por interação, mas não por conjunto.
Outros pontos fundamentais para encerrarmos nossa comparação
entre as duas figuras que me inspiraram essa reflexão é que a "patricinha" geralmente
toma banho com mais frequência e tem o hábito de se depilar, não se importando
com a opressão patriarcal sobre os pelos femininos.
*Nota: Faço questão de diferenciar hippies universitários de hippies verdadeiros. Hippies verdadeiros (não são aqueles que vendem bijuterias e estão inseridos no mercado) são aqueles que abdicaram da propriedade privada e da participação no mercado, para viver em propriedades coletivas autárquicas em fraternidade com outros hippies - Isso se trata de uma escolha destes indivíduos e suas escolhas devem ser respeitadas. Já os hippies universitários são aqueles que gozam de serem similares aos verdadeiros, por compartilharem da ideologia e do vestuário, mas que não vivem e provavelmente nunca estarão dispostos a viver da forma que os hippies vivem. Resumindo: Modinha universitária.
Adriano Olimpio
*Nota: Faço questão de diferenciar hippies universitários de hippies verdadeiros. Hippies verdadeiros (não são aqueles que vendem bijuterias e estão inseridos no mercado) são aqueles que abdicaram da propriedade privada e da participação no mercado, para viver em propriedades coletivas autárquicas em fraternidade com outros hippies - Isso se trata de uma escolha destes indivíduos e suas escolhas devem ser respeitadas. Já os hippies universitários são aqueles que gozam de serem similares aos verdadeiros, por compartilharem da ideologia e do vestuário, mas que não vivem e provavelmente nunca estarão dispostos a viver da forma que os hippies vivem. Resumindo: Modinha universitária.
Adriano Olimpio